A disseminação do RAP gospel nas plataformas digitais.
Muito
mais do que um grito de socorro de uma comunidade, o RAP nos traz um novo olhar
voltado para questões religiosas.
Não fugindo da regra, está o RAP, criado nos Estados Unidos na década de 70. É um gênero musical nascido entre negros e caracterizado pelo ritmo acelerado e pela melodia bastante singular. Em inglês a palavra é uma abreviação de rhythm and poetry que significa ritmo e poesia. Ele é cantado e tocado por uma dupla composta por um DJ (disc-jóquei), responsável pelos efeitos sonoros e mixagens, e por um MC, responsável pela letra cantada. Caso o RAP possua alguma melodia passa a ter o nome de Hip Hop.
(Foto dos aplicativos citados no texto por Stephanye Gomes)
(Foto de uma coleção de CD's de Rap tirada por Virgínia Ferreira)
Acabou surgindo no Brasil em 1986 na cidade de São Paulo,
onde os primeiros shows eram (Foto de uma coleção de CD's de Rap tirada por Virgínia Ferreira)
realizados no Teatro Mambembe pelo DJ Theo
Werneck, porém na década de 80 não era muito aceito na sociedade pois era
considerado um estilo musical violento e tipicamente de periferia. Já na década de 90, ele passa a ganhar as rádios e a
indústria fonográfica tem seu olhar voltado para essa nova vertente. Os
primeiros artistas do gênero a garantir seu lugar ao sol foram Thayde e DJ Hum,
seguidos de Racionais MC’s, Pavilhão 9, Gabriel, o pensador, entre outros.
Hoje em dia vemos um crescente interesse nesse gênero e cada
vez mais páginas como o Facebook apresentam em sua timeline vídeos de batalha
de rimas entre MC’s anônimos ou até mesmo conhecidos. Além disso, esse gênero
traz uma nova faceta. Se antes ele apenas falava sobre as questões sociais como
um grito de socorro de uma comunidade, hoje ele apresenta um novo olhar voltado
a religião e acabou caindo na graça do povo ainda mais. Uma mistura um tanto
inusitada, mas que tem dado certo.
Gideon Soares da Silva, MC que trabalha com o RAP gospel na
igreja em que frequenta, é categórico ao dizer que não encara o estilo musical
como o algo profano, apesar dele ter sido visto com maus olhos a princípio. “Eu não olho o rap por esse lado de ser um
estilo, um gênero profano, eu acho que ele é um dos meios mais revolucionários
que já pôde existir na face da terra de conscientização, de humanização. ”, afirma.
Em uma breve entrevista que fizemos, Gideon cita as
dificuldades que enfrentou a princípio:
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